Campanha alerta para sinais de violência, orienta sobre acolhimento e destaca a importância da denúncia para proteção de crianças e adolescentes
O Maio Laranja, campanha nacional de enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, chama a atenção para a importância da informação e da atuação conjunta entre famílias, escolas e sociedade na proteção da infância. A mobilização busca orientar sobre como agir diante de suspeitas, relatos ou mudanças de comportamento que possam indicar situações de violência.
De acordo com a psicóloga Amanda Palácio, o primeiro passo diante de qualquer indício é oferecer acolhimento sem julgamentos. “A criança precisa ser ouvida, acreditada e protegida. O adulto não deve minimizar, duvidar ou expor. O silêncio protege o agressor, nunca a vítima”, afirma.
A orientação se estende também ao ambiente escolar e às crianças que convivem com possíveis vítimas. Amigos e colegas podem apresentar reações como medo ou confusão, o que exige abordagem cuidadosa por parte das instituições de ensino. A recomendação é tratar o tema com sensibilidade, sem exposição, reforçando princípios como o direito ao próprio corpo, a importância de dizer “não” e a necessidade de procurar um adulto de confiança em situações de desconforto.
No ambiente familiar, o diálogo é apontado como ferramenta essencial de prevenção. Conversas com linguagem acessível, orientação sobre limites e o esclarecimento de que segredos que causam dor não devem ser mantidos são atitudes fundamentais. Além disso, é importante observar sinais de alerta, como isolamento, medo, agressividade, regressões comportamentais e queda no rendimento escolar.
Em casos de suspeita, a orientação é acionar a rede de proteção, que inclui o Conselho Tutelar, delegacias especializadas e o Disque 100, canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos.
A campanha Maio Laranja reforça que a responsabilidade pela proteção das crianças e adolescentes é coletiva e que a informação é uma das principais ferramentas no enfrentamento desse tipo de violência. Especialistas destacam que falar sobre o tema de forma clara e responsável é essencial para romper o silêncio e garantir segurança às vítimas.
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