Crédito: Divulgação | ABIH/RN

"Estamos vivendo um mar de incertezas", diz presidente da ABIH/RN

SEG. 16 DEZ

Em entrevista ao telejornal da TV Tropical na manhã desta segunda-feira (16), José Odécio, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis - ABIH/RN, mostrou-se bastante preocupado com o turismo potiguar na alta temporada 2019-2020.

Segundo ele, a expectativa é para uma baixa na ocupação de quase 20% em relação à última alta temporada no estado. "Existe uma preocupação muito grande, já que, hoje, há uma expectativa de ocupação de apenas 60% contra um consolidado do ano passado de 83% em Natal. Isso de fato preocupa o setor", disse José Odécio.

Ainda de acordo com o presidente da ABIH/RN, "as decisões de viagem estão sendo feitas muito de última hora, desta forma não existe um planejamento que possa dizer que vamos ter uma boa alta estação. Nós esperamos que sim, mas até agora o mercado ainda não reagiu positivamente. Estamos vivendo um mar de incertezas".

PESQUISA - Odécio também se mostra preocupado com a estagnação do turismo. Uma pesquisa recente da ABIH/RN registrou queda de 1,5% na comparação entre os 11 primeiros meses de 2019 com 2018. A crise da Avianca e a pouca oferta de voo para o Rio Grande do Norte são apontados pelo dirigente como motivos da redução no setor.

"Este cenário mudou um pouco no segundo semestre, é verdade, tendo em vista o ICMS de aviação que foi reduzido. Mas, o Rio Grande do Norte RN também sofre com a concorrência de outros destinos. É preciso intensificar as ações de promoções e tomar medidas regulatórias para que a gente não sofra tanto, já que o Brasil só tem três companhias aéreas", destacou.

LEGISLAÇÃO - Um grande entrave para atrair companhias estrangeiras e ampliar a concorrência no mercado está intimamente vinculada à legislação que obriga a contratação de 100% da tripulação nacional. "A companhia aérea já tem a sua equipe montada e não pode trazer isso para o Brasil, de acordo com a legislação atual", disse José Odécio.

"Eu compreendo a ideia de manter essa reserva de mercado, mas isso prejudica enormemente a economia brasileira, especialmente, a do Nordeste, que é uma região que tem pouca oferta de voo, salvo um ou outro destino, mas na sua grande maioria não se tem ligação ligação entre as cidades nordestinas, não tem interligação com outras capitais e isso dificulta muito o fluxo de turistas. Portanto, para preservar o emprego de poucos, deixa de se gerar empregos para muitos". Por outro lado, uma empresa aérea brasileira pode ter 100% de capital estrangeiro.

  Revista Negócios
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