Notícias

Divulgação (foto capa) | Thelma Vidales (foto interna)

José Ferreira de Melo Neto, diretor superintendente do Sebrae do Rio Grande do Norte, discursa na Firjan

Indústria

08 de agosto de 2019 às 17h30

RN apresenta novo cenário para a indústria do petróleo

Uma retomada otimista e consistente da exploração de campos maduros no Rio Grande do Norte. Para falar sobre essa nova fase, a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) reuniu autoridades e outros representantes do segmento na sede da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Como convidado de honra, o Rio Grande do Norte, que realizará a Mossoró Oil & Gas – IV Fórum Onshore Potiguar, lançamento da Redepetro RN em parceria com o Sebrae Rio Grande do Norte. O evento que acontece entre 26 a 28 de novembro reflete essa nova fase já com um passo concreto representado pela entrada no negócio da iniciativa privada. 

O Rio Grande do Norte é o maior produtor de petróleo onshore e o terceiro do país, superado apenas pelo Rio de Janeiro e Espírito Santo, que tem exploração offshore. Mas do pico de 100 mil barris/dia, o equivalente a 10% da produção nacional, passou a registrar 38 mil/barris/dia com a decisão da Petrobras de investir prioritariamente no pré-sal.

Nova Oportunidade
“Essa é a consequência nociva do monopólio. Em 2005, começamos a cadastrar fornecedores de bonés para a Petrobras para, em menos de dez anos, chegar a uma sólida oferta de serviços industriais. Com o foco no pré-sal houve uma queda brutal, mas hoje consideramos o desinvestimento como uma oportunidade de retomar uma exploração consolidada e crescente com a iniciativa privada. Esse cenário é altamente positivo para as micro e pequenas empresas ”, explica o diretor superintendente do Sebrae do Rio Grande do Norte, José Ferreira de Melo Neto (Zeca Melo).

Essa expectativa começa a se materializar com as 34 concessões para a Potiguar E&P. Está previsto um investimento de R$ 600 milhões nos próximos cinco anos. Outras duas concessões já estão em adiantado processo de negociação. Com essa entrada da iniciativa privada, a projeção está estimada na extração de 60 mil barris/dia nos próximos 10 anos. É nesse cenário promissor que acontece a quarta edição da Mossoró Oil & Gas.

Mossoró Oil & Gas
“Estamos trabalhando com um crescimento expressivo do número de participantes. Aumentamos a nossa área de exposição, estamos convidando vários atores dessa cadeia produtiva, o que vai refletir no incremento da Rodada de Negócios. Trabalhamos para transformar a expectativa em uma realidade positiva, com um crescimento sólido e constante”, reforça o presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias.

Essa determinação está alinhada ao Programa de Revitalização das Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (Reate), do Ministério das Minas e Energia (MME), criado para superar as dificuldades da nova lógica econômica.

“Avançamos nos últimos três anos com esse modelo de gestão do governo. Discutimos os projetos com frequência para que as metas construam a realidade. Nesse cenário, Mossoró, com um ativo espetacular, é um exemplo perfeito dessa trajetória porque ficou hibernada, como muitos outros polos de produção, e agora vai crescer com a retomada. Nosso desafio é explorar todo o potencial do onshore e consideramos 2020 como o ano da virada, um marco da exploração terrestre”, enfatizou o Coordenador de Áreas Terrestres da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), José Fernandes de Freitas.


Fonte: Agência Sebrae de Notícias
 

Revista Negócios

TV NEGÓCIOS

Fórum Negócios