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Política

14 de maio de 2019 às 16h45

Profissão de lobista será regulamentada em junho

Com o pomposo nome de 'Agente de Relação Institucionais e Governamentais', a profissão de lobista, comum em outros países, como os Estados Unidos, por exemplo, está prestes a ser oficializada no Brasil. Frequentemente associada à corrupção e tráfego de influência, o 'lobby' deve se transformar em atividade econômica regulamentada por um decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, em 30 dias, segundo garantiu à revista IstoÉ Dinheiro, o ministro Wagner Rosário, de da Transparência e Controladoria Geral da União (CGU).

O modelo adotado no Brasil será semelhante ao praticado no Chile. "Estabelece que a representação de interesses nos processos de decisão política é atividade legítima e pode ser exercida por pessoas físicas e jurídicas, além de entidades que representem setores econômicos, sociais ou defenda causas coletivas", descreveu reportagem da IstoÉ Dinheiro. 

Para tanto, o lobista precisa se cadastrar nos órgãos em que atuará. Todas as reuniões e audiências com representantes do governo serão registradas num sistema unificado, com data, horário, local, participantes e motivo do encontro. “Tecnicamente, o lobby é a defesa oral do que se deseja. Quando seu filho pede um brinquedo, ele está fazendo lobby para consegui-lo”, explicou à IstoÉ DInheiro, Guilherme Cunha Costa, presidente da Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais - Abrig .

Origem
A expressão “lobista” foi inventada pelo presidente americano Ulysses S. Grant. Durante sua gestão, de 1869 a 1877, ele costumava fumar charutos no lobby do Willard Hotel, em Washington. Com o tempo, grupos de interesses diversos começaram a frequentar o local para assediar Grant e convencê-lo a aprovar leis que os favorecessem. (Fonte: IstoÉ Dinheiro)
 

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