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Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil

Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central

Finanças

10 de abril de 2019 às 18h00

Roberto Campos Neto defende autonomia do Banco Central

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, destacou, durante evento nos Estados Unidos, que uma de suas prioridades na instituição é ampliar e tornar mais democrático o mercado de capitais no país, com a participação de mais famílias e empresas. A afirmação faz parte de apontamentos das apresentações que Campos Neto está fazendo nas reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. As reuniões vão desde esta quarta-feira (10) até domingo (14), em Nova York e Washington.

O evento reúne ministros da Fazenda e presidentes de bancos centrais do G20 (grupo formado pelas 20 maiores economias mundiais) e do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), além de investidores de diversos países. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também está nos Estados Unidos para participar do eventos.

Outro objetivo de Campos Neto à frente da instituição financeira é aprovar a autonomia legal do BC, o que, para ele, pode ajudar a reduzir o risco-país (indicador que orienta investidores estrangeiros sobre a estabilidade econômica do país) e a aumentar o crescimento de longo prazo da economia brasileira.

Também é prioridade manter a inflação baixa e estável, mantendo a “excelente condução da política monetária e continuar a aprimorar a comunicação”, afirmou Campos Neto. Ele disse que a aprovação e implementação de reformas – notadamente as de natureza fiscal, como a da Previdência –- e ajustes na economia brasileira são essenciais para manter a inflação baixa no médio e longo prazos, para redução da taxa de juros e recuperação econômica sustentável.

Segundo o presidente do BC, é preciso buscar as mudanças que permitam o desenvolvimento do mercado brasileiro de capitais. "A esse respeito, medidas de ajuste fiscal também podem contribuir. Colocar as contas públicas em um caminho equilibrado, através de um ajuste fiscal e de uma reestruturação patrimonial, gera efeitos multiplicadores no mercado de capitais, resultando em maior diversificação desse mercado e aumento do número de transações.”

Campos Neto ressaltou ainda a importância de reduzir o custo da intermediação financeira, aumentando a eficiência desse serviço e a concorrência, e de tornar os mercados mercados financeiros mais abertos a todos os tipos de agentes: pequenos e grandes, nacionais e estrangeiros.


Fonte: Agência Brasil
 

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